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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Futuro dos jornais passa pela net e não pelo papel




Não há volta a dar, o futuro dos jornais passa pela internet. Os jornalistas têm de pôr lado a ideia de que os jornais impressos vai permanecer por muito tempo uma boa parte do que fazem. “Isso acontecerá durante algum tempo, mas não vai durar”, garante Martin Baron, um profissional das notícias que durante toda a sua vida profissional trabalhou em jornais.
O actual editor executivo do Washington Post admite “desconforto para os que, como eu, cresceram nesta área”, mas a verdade é que “a transformação vai acontecer”, aliás, já está a acontecer, independentemente dos sentimentos que provoque nos jornalistas.

Daí que, se querem sobreviver, têm de se adaptar e rapidamente, pois já perderam demasiado tempo. A alternativa é “escolher falhar”.
Numa conferência proferida na Universidade da Califórnia, Martin Baron manifestou a convicção de que o papel dos jornalistas não está em risco, bem pelo contrário, ele continua a ser muito importante e extremamente necessário. Isto porque, ao longo dos últimos anos, vimos aumentar a capacidade dos governos de vasculharem a vida dos cidadãos e o poder dos ricos “crescer para além de todos os limites aceitáveis”. Em face desta realidade, continua a competir aos jornalistas investigar e denunciar situações de relevante interesse público, mesmo que isso implique riscos comerciais ou outros ainda mais graves.


O que muda no meio digital são os meios que os jornalistas têm à sua disposição para levar aos leitores os seus artigos e reportagens. Há que saber aproveitar isso, o que implica a contratação, por parte do Washington Post, por exemplo, de jornalistas que se sintam como peixe na água no meio digital. E, igualmente, de engenheiros informáticos que com eles trabalhem em conjunto para que possam aproveitar todas as ‘armas’ que têm à sua disposição e chegar ao maior número de pessoas. 

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domingo, 12 de abril de 2015

Venda de jornais em queda no Reino Unido

Não é só em Portugal que os jornais têm cada vez menos leitores. Esta é uma tendência que se estende a muitos outros países. Um deles é o Reino Unido, onde, segundo esta notícia do The Guardian, em Março deste ano se venderam menos 600 mil jornais diários do que em Março de 2014. O número de exemplares vendidos passou de 7,6 para 7 milhões, o que representa uma queda de 7,6%.

Os principais prejudicados foram o Sun, o Daily Sport e o Daily Record, que perderam mais de 10% das vendas. O The Guardian teve uma queda quase da mesma ordem (9,5%), tendo sido adquirido diariamente por quase 175 mil pessoas.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Quebra superior a 120 mil jornais e revistas por dia em Portugal




No final de 2013 vendiam-se em Portugal menos 108.431 jornais diários em Portugal do que em Dezembro de 2007. Quanto às publicações semanais (jornais e revistas) também perderam muitos leitores ao longo desse período. Segundo dados da Associação Portuguesa do Controlo de Tiragens, a circulação (vendas em banca mais assinaturas) caiu em 97.106 exemplares ao longo deste período.

A quebra na imprensa foi quase geral só tendo ficado acima da linha de água o Correio da Manhã (circulação superior em 7.706 exemplares) e o Jornal de Negócios (+1.925).
Pela negativa, o destaque maior vai para o Diário de Notícias, que passou de uma circulação média diária de 32.635 para 17.794, uma quebra de 45% (-14.841 exemplares).
Não muito melhor foi a prestação do Público que caiu 34,5%.
Globalmente, na vertente dos diários nacionais pagos, a circulação teve uma quebra de praticamente 25%. Ao longo deste período, registou-se a morte do 24 Horas e o aparecimento do I.


                            CIRCULAÇÃO JORNAIS DIÁRIOS NACIONAIS





2007
2013
Saldo
%
Correio da Manhã
109.449
117.215
7.766
7,10
Jornal de Notícias
89.856
63.100
-26.756
-29,78
Record
70.791
50.488
-20.303
-28,68
Público
42.360
27.739
-14.621
-34,52
O Jogo
32.271
22.190
-10.081
-31,24
Diário de Notícias
32.635
17.794
-14.841
-45,48
Diário Económico
14.646
12.741
-1.905
-13,01
Jornal de Negócios
8.132
10.057
1.925
23,67
I

5.207
5.207

24 Horas
34.822

-34.822
-100,00
TOTAL
434.962
326.531
-108.431
-24,93


No que aos semanários diz respeito, o período também não foi nada fácil. O líder era e continua a ser o Expresso, que, no entanto, vende hoje menos quase 27 mil exemplares. O Sol, que havia surgido no ano anterior, teve um razoável 2007 em termos de vendas (46.384), mas, a partir daí, caiu muito e perdeu quase metade dos seus leitores.
Quanto às revistas a quebra foi menor (entre os 9,5% da Sábado e os 15,9% da Visão).

                            CIRCULAÇÃO PUBLICAÇÕES  SEMANAIS





2007
2013
Saldo
%
Expresso
119.123
92.431
-26.692
-22,41
Visão
97.008
81.559
-15.449
-15,93
Sábado
63.992
57.882
-6.110
-9,55
Sol
46.384
23.709
-22.675
-48,89
Vida Económica

7.711
7.711

Focus
13.597

-13.597
-100,00
O Crime
12.655

-12.655
-100,00
Semanário
20.294

-20.294
-100,00

373.053
263.292
-109.761
-29,42


Somando todas as vendas e fazendo a necessária distribuição dos semanários, chegamos à conclusão que, em média, no final de 2007 se vendiam 488.255 jornais e revistas por dia e seis anos depois apenas há 364.144 portugueses a comprá-los. Dito de outra forma, vendem-se, em média, menos 124.111 exemplares diários. É muito papel!

Jorge Eusébio


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